A Caverna

Esta é a caverna, quando a caverna nos é negada/Estas páginas são as paredes da antiga caverna de novo entre nós/A nova antiga caverna/Antiga na sua primordialidade/no seu sentido essencial/ali onde nossos antepassados sentavam a volta da fogueira/Aqui os que passam se encontram nos versos de outros/os meus versos são teus/os teus meus/os eus meus teus /aqui somos todos outros/e sendo outros não somos sós/sendo outros somos nós/somos irmandade/humanidade/vamos passando/lendo os outros em nós mesmos/e cada um que passa se deixa/essa vontade de não morrer/de seguir/de tocar/de comunicar/estamos sós entre nós mesmos/a palavra é a busca de sentido/busca pelo outro/busca do irmão/busca de algo além/quiçá um deus/a busca do amor/busca do nada e do tudo/qualquer busca que seja ou apenas o caminho/ o que podemos oferecer uns aos outros a não ser nosso eu mesmo esmo de si?/o que oferecer além do nosso não saber?/nossa solidão?/somos sós no silêncio, mas não na caverna/ cada um que passa pinta a parede desta caverna com seus símbolos/como as portas de um banheiro metafísico/este blog é metáfora da caverna de novo entre nós/uma porta de banheiro/onde cada outro/na sua solidão multidão/inscreve pedaços de alma na forma de qualquer coisa/versos/desenhos/fotos/arte/literatura/anti-literatura/desregramento/inventando/inversando reversamento mundo afora dentro de versos reversos solitários de si mesmos/fotografias da alma/deixem suas almas por aqui/ao fim destas frases terei morrido um pouco/mas como diria o poeta, ninguém é pai de um poema sem morrer antes

Jean Louis Battre, 2010
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1 de fevereiro de 2016

Mural de Banksy sobre refugiados tapado em Londres



O artista de rua Banksy volta a sacudir consciências. O mais recente mural, criado junto à embaixada francesa em Londres, no luxuoso bairro de Knightsbridge, denuncia a situação miserável dos refugiados em Calais.

Segundo as agências internacionais, o stencil foi entretanto coberto com tapume, para evitar actos de vandalismo, dizem. Atitude já criticada pelos defensores do famoso artista “guerrilha” britânico.
No grafíti é recriada a personagem Cosetti, protagonista da obra “Os Miseráveis” de Victor Hugo, que chora envolta em nuvens de gás lacrimogéneo. Ao lado foi inscrito um código interactivo com ligação a uma página do Youtube. O vídeo mostra imagens de uma alegada intervenção policial, no início do ano, no campo de refugiados em Calais, já apelidado de “Selva”, com recurso a gás lacrimogéneo, canhões de água e balas de borracha.

Banksy - Steve Jobs
 
Não é a primeira vez que o também activista político faz intervenções de arte urbana onde ataca a actuação da Europa na questão dos refugiados. Ainda no mês passado, outro mural retratava Steve Jobs, o co-fundador da Apple, com um saco preto ao ombro e um computador na mão, recordando as suas origens de imigrante sírio nos Estados Unidos.

“Somos muitas vezes levados a crer que a migração esgota os recursos do país mas Steve Jobs era filho de um migrante sírio. A Apple é a empresa mais lucrativa do mundo, paga anualmente mais de sete mil milhões de dólares em taxas – e só existe porque permitiram a entrada de um jovem de Homs”, podia ler-se numa das raras declarações de Bansky, cuja verdadeira identidade continua envolta em mistério.

A “Selva” de Calais, no noroeste francês, tem sido palco de várias manifestações contra e pró-refugiados. Aqui sobrevivem cerca de 4 mil migrantes, que desesperam pela luz verde para cruzar o canal da mancha, numa travessia de 20 quilómetros para o Reino Unido.

“Nunca desistam; a grandeza leva tempo”, escreveu o autor esta segunda-feira na sua página do tweet, numa provável referência à cobertura da sua intervenção urbana.

3 de setembro de 2015

Governo canadense negou asilo à família de menino que se afogou na Turquia



No mais recente episódio da crise global da migração, as fotografias do corpo sem vida de um menino sírio que apareceu numa praia turca, depois que seu barco afundou no Mediterrâneo tornaram-se virais. O menino Aylan Kurdi de três anos de idade, seu irmão de cinco anos Galip e sua mãe, Rehan, afogou-se terça-feira como a família ao tentarem chegar a Grécia em uma eventual tentativa de juntar com parentes no Canadá, onde se tinha negado o pedido de asilo. A tia do menino, Teema Kurdim, que é cabeleireira em Vancouver, disse ao National Post, "Estava tentando patrociná-los, eu tenho meus amigos e meus vizinhos que me ajudaram com os depósitos bancários, mas não conseguimos tirá-los de lá e é por isso que eles entraram no barco." O governo do Canadá recebido fortes críticas por não aceitar mais sírios fugindo da guerra Civil Síria. Em Janeiro, o Ministro da imigração, Chris Alexander comprometeu-se que Canadá iria receber 10.000 sírios durante três anos. Mas novos números do governo mostram que, a partir do final de julho, Canadá teria recebido apenas 1.002 sírios.

In the latest from the global migration crisis, the photos of the lifeless body of a Syrian boy who washed up on a Turkish beach after his boat sank in the Mediterranean have gone viral. Three-year-old Aylan Kurdi, his five-year-old brother Galip and their mother, Rehan, drowned Tuesday as the family attempted to reach Greece in an eventual bid to join relatives in Canada where their asylum application had been denied. The boy’s aunt, Teema Kurdim, who is a hairdresser in Vancouver, told the National Post, "I was trying to sponsor them, and I have my friends and my neighbors who helped me with the bank deposits, but we couldn’t get them out, and that is why they went in the boat." Canada has come under intense criticism for not accepting more Syrians fleeing the Syrian civil war. In January, Immigration Minister Chris Alexander pledged Canada would resettle 10,000 Syrians over three years. But new government figures show that, as of late July, Canada had welcomed only 1,002 Syrians. 

Fonte: Democracy Now

3 de outubro de 2013

Blek Le Rat: Streetwriting man


No início dos anos 90, um jovem inglês começou a transformar as ruas de Londres numa paleta para seu próprio proveito, elevando o graffiti a uma nova consciência social e política. Passados cerca de vinte anos, o nome de Banksy tornou-se parte da indústria cultural de galerias e museus, reconhecido internacionalmente como o representante máximo de arte de rua. No entanto, enquanto Banksy ainda estava no infantário, Blek le Rat já tinha inventado a técnica do estêncil de rua e transformado as paredes de Paris em manifesto contra a guerra, o consumo e a liberdade.

Blek le Rat, ou melhor Xavier Prou, cresceu nos subúrbios parisienses de Boulogne e na Ecole Nationale Supérieure des Beaux-Arts teve uma privilegiada formação como arquitecto. Em 1971, ao visitar Nova Iorque, deparou-se pela primeira vez com o graffiti e com a marca pessoal do tag. Deslumbrado com este novo universo plástico, tentou em Paris recriar o estilo norte-americano, mas sem sucesso. A reprodução do que observou em Nova Iorque não seria suficiente, Blek le Rat aproveitou a estilização da propaganda fascista em Itália e inaugurou a técnica do estêncil de rua (aplicação de tinta na parede sobre um recorte em papel ou acetato). O seu conhecimento arquitetônico da estrutura urbana de Paris foi fundamental e o seu tag seria um pequeno rato, inspiração na personagem de banda desenhada Blek le Roc. Além de “Rat” ser um anagrama para “Art”, Blek justificou na altura a referência aos ratos por serem “queria lembrar aos parisienses que por baixo de sua bela cidade havia vermes, existem mais ratos em Paris do que seres humanos”. 

Banksy aproveitou a técnica de estêncil – chegando mesmo a reproduzir muitos dos ratos de Blek – e tornou-se no artista de rua mundialmente mais reconhecido. Blek não guarda rancores contra o sucesso do londrino, mas demonstra frustração com a comercialização de Banksy e da arte de rua em geral. 

Em entrevista ao The Independent, esta semana, disse: “Ninguém mais se importa interessa por quem é o verdadeiro artista. O objetivo final é roubar dinheiro das pessoas”.


4 de agosto de 2012

Banksy-Palestine








Senhor Palestino: Ei, você que pinta o muro, você faz esse muro ficar bonito.

Banksy: Obrigado.

Senhor Palestinho: Nós não queremos que o muro seja bonito, nós destestamos este muro, vá embora


26 de abril de 2012

Show me the Monet

Vandalised paintings: if you want to survive when you go indoors I figured your only option is to carry on painting over things that don't belong to you there either.

Banksy

27 de março de 2011

Guerrilla Art - The Punking of Paris Hilton



Hundreds of Paris Hilton albums have been tampered with in the latest stunt by "guerrilla artist" Banksy. Banksy has replaced Hilton's CD with his own remixes and given them titles such as Why am I Famous?, What Have I Done? and What Am I For? He has also changed pictures of her on the CD sleeve to show the US socialite topless and with a dog's head. A spokeswoman for Banksy said he had doctored 500 copies of her debut album Paris in 48 record shops across the UK. She told the BBC News website: "He switched the CDs in store, so he took the old ones out and put his version in."