A Caverna

Esta é a caverna, quando a caverna nos é negada/Estas páginas são as paredes da antiga caverna de novo entre nós/A nova antiga caverna/Antiga na sua primordialidade/no seu sentido essencial/ali onde nossos antepassados sentavam a volta da fogueira/Aqui os que passam se encontram nos versos de outros/os meus versos são teus/os teus meus/os eus meus teus /aqui somos todos outros/e sendo outros não somos sós/sendo outros somos nós/somos irmandade/humanidade/vamos passando/lendo os outros em nós mesmos/e cada um que passa se deixa/essa vontade de não morrer/de seguir/de tocar/de comunicar/estamos sós entre nós mesmos/a palavra é a busca de sentido/busca pelo outro/busca do irmão/busca de algo além/quiçá um deus/a busca do amor/busca do nada e do tudo/qualquer busca que seja ou apenas o caminho/ o que podemos oferecer uns aos outros a não ser nosso eu mesmo esmo de si?/o que oferecer além do nosso não saber?/nossa solidão?/somos sós no silêncio, mas não na caverna/ cada um que passa pinta a parede desta caverna com seus símbolos/como as portas de um banheiro metafísico/este blog é metáfora da caverna de novo entre nós/uma porta de banheiro/onde cada outro/na sua solidão multidão/inscreve pedaços de alma na forma de qualquer coisa/versos/desenhos/fotos/arte/literatura/anti-literatura/desregramento/inventando/inversando reversamento mundo afora dentro de versos reversos solitários de si mesmos/fotografias da alma/deixem suas almas por aqui/ao fim destas frases terei morrido um pouco/mas como diria o poeta, ninguém é pai de um poema sem morrer antes

Jean Louis Battre, 2010

18 de julho de 2013

PosTV



O projeto começou em junho de 2011, após o sucesso das transmissões ao vivo das marchas da Maconha e da Liberdade, em São Paulo. Depois dessas manifestações lançamos alguns programas, como o Supremo Tribunal Liberal (Claudio Prado), o Segunda Dose (Bruno Torturra) e o Desculpe a Nossa Falha (Lino Bocchini). Começaram a pipocar também transmissões ao vivo de festivais independentes de música em todo país. A #posTV, na prática, reinventa e potencializa a conhecida tecnologia do streaming (transmissão de vídeo pela internet), baseando-se em dois pontos centrais: liberdade de expressão absoluta (aproveitando que não temos anunciantes nem padrinhos) e a força da nossa rede, que é grande e divulga forte todos os programas, sempre com a marca #posTV.

Os formatos são livres também. Tem programa de debate, transmissão de show, sofá armado no meio da rua com o apresentador entrevistando os passantes. E como estamos na internet e sempre ao vivo, a interatividade é outro ponto responsável pelo sucesso da iniciativa. Quem está assistindo manda comentários e perguntas e, não raro, até entra por skype e participa do papo. O projeto vem ganhando respeitabilidade e já deu vários furos: foi, por exemplo, o primeiro a divulgar as imagens da prisão de Emicida durante um show em Belo Horizonte maio passado e também foi o veículo escolhido pelo ex-ministro Franklin Martins, agora em junho, para sua primeira entrevista após deixar o governo.

http://www.postv.org/

Nenhum comentário:

Postar um comentário